terça-feira, 16 de agosto de 2011


Cury quer aplicar prova aos professores da rede municipal

Sobre esta proposta de Lei do governo Eduardo Cury cabe a todo governo gerir, administrar e propor reformas. Mas um governo democrático de fato. Acaba debatendo com os profissionais envolvidos no caso os profissionais de educação. Pois eles sentem na pele no dia a dia como anda a educação na cidade. Paremos de politizar ou partidarizar todos os assuntos. No caso a educação que é algo estratégico para a cidade e o pais. Cabem a todos os profissionais envolvidos e também a população se envolver num debate. Para juntos conseguirmos melhorar a educação na cidade e neste imenso Brasil. Discordo do vereador Walter Hayshi quando coloca a educação privada como meta de qualidade para a educação pública. A educação pública tem suas características próprias. E devemos parar de pensar que o setor privado possa ser sempre melhor que o público. Pois seja qual for á função dos servidores públicos esta sempre servindo a comunidade da qual participa. E esta fora das leis de mercado. Portanto que se abra o debate para se melhorar a educação na cidade. E a câmara municipal é por sua natureza o lugar certo. Que nossos vereadores deixem de ser meros despachantes do poder público. E realizem o debate com a comunidade e os profissionais de educação. Uma coisa não devemos nos esquecer que avaliamos nossos vereadores e prefeitos a cada quatro anos.

JOKA
João carlos faria



Cury quer aplicar prova aos professores da rede municipal
Escola
Arquivo/O VALE
Novo Plano de Carreira do Magistério, que será enviado na quinta-feira à Câmara, prevê exames anuais para testar conhecimento dos educadores; quem tirar nota baixa será obrigado a fazer curso de reciclagem
Beatriz Rosa
São José dos Campos

O novo Plano de Carreira do Magistério de São José prevê a aplicação de provas anuais a todos os 2.300 professores da rede para avaliar o conhecimento dos educadores.

De acordo com o projeto, quem obtiver nota inferior a 5 (em uma escala de 0 a 10) será encaminhado a cursos de reciclagem --docentes que forem contratados após a aprovação das novas regras poderão ser exonerados se não atingirem essa pontuação ao final do primeiro ano de serviço.

O projeto do novo Plano de Carreira será encaminhado pelo prefeito Eduardo Cury (PSDB) à Câmara na próxima quinta-feira. A expectativa é que o sistema de avaliação entre em vigor no ano que vem.
 

“A aplicação da prova será para todos os professores, para avaliar a competência didática de cada um”, disse o secretário de Educação Alberto ‘Mano’ Marques.
“Não haverá penalidades para os servidores da rede, a não ser no estágio probatório do novo professor, que poderá ser exonerado. Não é nosso objetivo punir, mas melhorar o nosso professor com cursos de reciclagem.”

Meritocracia. O novo Plano do Magistério também altera as regras para a evolução salarial dos professores.

De acordo com o projeto, os aumentos passarão a ser vinculados a critérios como assiduidade, pontualidade, disciplina e participação, além do desempenho na prova anual.

Mas esse novo sistema de progressão só será obrigatório para os novos professores da rede. Quem já trabalha na prefeitura poderá manter o regime atual de trabalho, que garante aumentos automáticos por tempo de carreira --o que não livrará nenhum professor da avaliação anual.

O desempenho dos alunos em provas estaduais e nacionais também irá compor a média final do professor.

Educadores que obtiverem nota acima de 8 por três anos seguidos terão direito a um 14º salário como prêmio.

Gratificações. O novo plano inclui gratificações de até 25% sobre os salários para os professores de acordo com a complexidade da escola.
 

O adicional por local de exercício pode variar entre 15%, 20% e 25% do piso, de acordo com o perfil social do bairro, o número de estudantes e o projeto pedagógico (escola integral). A prefeitura está fazendo um estudo das 146 escolas da rede para identificar os casos mais complexos.

As novas regras incluem ainda a equiparação salarial dos professores P1(ensino básico) e P2 (ensino fundamental), que passam a ter o mesmo piso e R$ 9,09 por hora trabalhada. A diferença hoje é de 15%.
 

O piso de um professor que trabalha 200 horas por mês será de R$ 1.818, podendo chegar até R$ 8.270 após 25 anos de carreira.

O PLANO
Avaliação
Prova
>Se o novo plano for aprovado, a partir de janeiro de 2012, todos os 2.300 professores passarão a ser avaliados. A prova será aplicada por instituição externa a ser contratada pela prefeitura

Critérios
Regras
Além de prova de conhecimento de conteúdo, serão analisados critérios como assiduidade, pontualidade, comparecimento nas reuniões dos pais e cumprimento de metas
 

Desempenho
Penalidades
Os novos professores da rede que tiverem nota inferior a 5 serão exonerado no primeiro ano. Já os servidores de carreira com baixo rendimento passarão por capacitação
 

Sindicato quer consulta a educadores
São José dos Campos

O Sindicato dos Servidores de São José criticou a falta de transparência na elaboração do novo plano de carreira do Magistério e cobrou audiência pública com os servidores da educação.

“Esse plano de carreira se parece com o plano municipal de educação. Essa reforma na educação é obscura e deveria ter sido discutida com os servidores antes de ser mandada para votação na Câmara”, disse a diretora do Sindicato, Zelita Ramos.

Zelita criticou a falta de transparência. “O plano não foi apresentado na íntegra para que possamos estudar se ele é bom ou ruim para o servidor. O que queremos é que nenhum profissional seja prejudicado.”

O Sindicato cobra audiência pública ou plenária com todos os trabalhadores.
 
“Os trabalhadores precisam conhecer o plano antes dele ser votado.”
Integrante da Comissão de Educação da Câmara, o vereador Walter Hayashi (PSB) defendeu o novo plano.
 

“É um grande avanço na educação. Essa reforma administrativa que vai privilegiar os bons funcionários. Nossa rede caminha para se equiparar ao ensino particular.”

Pacote. Além do plano de carreira do Magistério, o prefeito Eduardo Cury (PSDB) também irá encaminhar à Câmara o projeto que reestrutura o plano de carreira geral dos servidores e o dos médicos.



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